terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Que esta chama não se apague!
Domingo cheguei ao meu quarto acabada de chegar de Alcoutim pronta para ir para a minha cama que tinha tão bom aspecto. Deitei-me e suspirei "que bom" com um sorriso de orelha a orelha, quando me apercebi que o meu sorriso se desfez de repente e fiquei com um aperto no coração. Lembrei-me das senhoras com quem tinha estado, das suas casas frias, das portas que mal fecham, do chão em pedra e de toda aquela solidão. E sei que não devia ficar triste mas sim agradecer a Deus por ter um quarto, uma cama quentinha, um tecto, uma casa e uma família mas naquele momento fiquei triste, muito triste e a perguntar-me porque é que uns tem e os outros não? e porque é que os que não têm são logo os que são melhores de coração?!Este fim-de-semana apercebi-me que não dou valor a nada...E por isso estes dois dias tem sido a aproveitar todas as coisas e todos os momentos da melhor forma!Que esta chama que veio bem acessa nos nossos corações não se apague!Gostei imenso deste fim-de-semana, de ter aprendido tanto com todas aquelas pessoas e com todos vocês!
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rezandojuntos
ResponderEliminarMEDITANDO
"...Lembrei-me das senhoras com quem tinha estado, das suas casas frias, das portas que mal fecham, do chão em pedra e de toda aquela solidão."
"... NAQUELE DIA, JESUS, SAÍU DE CASA E SENTOU-SE À BEIRA MAR." Mt 13,1
Esperava alguém? Diz o versiculo seguinte que se lhe juntou uma grande multidão.
E se não tivesse vindo ninguém?
Haveria saído de casa e ficaria ali?
Quanto tempo?
A pensar?
Que pensamentos poderiam ocupar a sua mente e o seu coração? Ou, simplesmente, descansaria na contemplação orante, repousando a alma na criação que tinha em frente?
Só, para onde olhava?
Que sentiria? ...E se, nessa solidão tu te lhe aproximasses,(como dos velhinhos) devagarinho, e te sentasses perto d'Ele, como o interromperias? Que lhe dirias? Como o visitarias no seu silencio ?
É verdade: é delicado o acercar-se ao outro de qualquer maneira...
Os solitarios, à força de sê-lo, transformam-se em solidão e desconfiam daquilo que o não é...
Jesus saíu de casa e foi para aquele sitio sem armas nem barreiras, nem guardas ... Vulnerável. Todos puderam invadir o seu mundo...
Dispoes-te a isto?
A vossa saída também foi assim: vulneravel, permeavel à impressão causada pelas casas frias, pelas portas que mal fecham, pelos chãos de pedra e solidões que assaltam, como ladrões, as muralhas de "ser" dos viajantes destes "desertos".
Eles residentes; nós viajantes.
Nós estamos lá ás vezes; eles sempre.
Lembram-se? É nos desertos onde Deus mais fala. E fala por aquilo que ouvem os ouvidos e veem os olhos do coração.
O Reino de Deus, aquele de que Jesus "falava" é a resposta desejada por todos: Virá, há-de vir, já está, será...! E os homens deixarão de ser solidões, frios, distancias, sombras...
Serão a luz, a alegria, a benção... Isso que vovês são para eles quando estão.
«não dou valor a nada...»
A não ser ao essencial: e "o essencial é invisivel aos olhos" da cara, mas não do coração. Porque «só se ve bem com o coração».
Bençaõs
Acho que sentimos todos o mesmo, Carolina. É mesmo verdade, damos tão pouco valor a tudo o que nos rodeia, a tudo o que nos é dado por Deus... E passamos ao lado de tudo, só porque vivemos fechados no nosso "mundinho" material.
ResponderEliminarÉ tempo de procurarmos "ver" com os olhos do coração. Vou fazer por isso... :)
Obrigado Carolina e Obrigado Pe. Atalívio!